Review: Pretty Maids – Undress Your Madness

Por Lucas Santos

Canções como Black Thunder, Sepertine e Slavedriver, para ser breve, são exemplos claros de como eles dominam peso e melodia acertando de mão cheia em ambos os lados.

Lucas Santos

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Gravadora: Frontiers Records
Data de lançamento: 8/11/2019

Difícil acreditar que o Pretty Maids está aí há mais de 40 anos. A incansável banda dinamarquesa lança o seu décimo sexto(!) trabalho de estúdio, sempre comandados pelos imparáveis Ronnie Atkins (vocalista) e Ken Hammer (guitarra), as verdadeiras mentes criativas por trás de todo o sucesso do grupo europeu.

Atkins que aliás, logo depois da conclusão de Undress Your Madness, foi diagnosticado com câncer no pulmão, o que fez com que a banda cancelasse todos os compromissos até o fim de janeiro de 2020. O diagnóstico repentino de Ronnie foi pego de supresa por todos, e inclusive botaram os planos da banda em “stanby” até futuras notícias. Elas são animadoras.

“Já estou em tratamento e fui submetido a uma cirurgia há duas semanas. Depois, fico 10 dias no hospital com pneumonia, como consequência aparentemente ligada à cirurgia. A equipe médica disse que meu prognóstico é positivo, considerando que é câncer no pulmão. Porém, terei de fazer tratamento adicional nos próximos meses”

Ronnie Atkins

O trabalho também marca a estréia Chris Laney em estúdio como tecladista, que junto com os demais integrantes, que dispensam apresentações por sua qualidade acima da média, motivo real da verdadeira regularidade da banda.

Essa abordagem da onda moderna que mistura hard e heavy metal melódico fez muito bem ao Pretty Maids. Canções como Black Thunder, Sepertine e Slavedriver, para ser breve, são exemplos claros de como eles dominam peso e melodia acertando de mão cheia em ambos os lados. As guitarras bem marcantes e presentes, o intrumental diferenciado assim como a incrível performance de Ronnie Atkins – tudo isso aliado a uma produção cristalina e excelente – mostram uma chama acessa com muita combustão.

Para os fãs da banda e para os amantes do hard rock melódico, ainda que não apresente grandes surpresas ou inovações em comparação aos últimos álbuns, é um trabalho imprensidível, audição obrigatória. Com pensamentos positivos para a rápida recuperação de Atkins, tomara que tenhamos um 2020 bem ativo para a banda. O Pretty Maids tem muita, muita lenha para queimar. Vida longa!

Nota final: 8,5/10

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