Os Melhores Momentos do Rock In Rio

Por Lucas Santos e Roani Rock

Uma semana após o término do maior espetáculo da terra, separamos os nossos momentos favoritos do festival. Focaremos apenas em atos que remetem o rock/metal, com algumas excessões.

Momento comédia

Algumas situações podem ter passado despercebidos para algumas pessoas, mas para nós não. Claro que o ápice da linha tênue entre o melhor momento e um fato cômico ficou a cargo de Junior Bass Groovador, que temos de reconhecer que antes de ser uma figura engraçada é um baixista de excelência, com o Tenacious D do ator Jack Black que é um cara que te faz rir só de olhar pra você com suas interpretações no palco.

Mas coisas sutis também conseguiram arrancar risadas além destas feras. O baixista do Slayer utilizou uma camisa escrito “Morte as Kardashians”, outro adereço que causou risos e estranheza foram os óculos de Mathew Bellamy, guitarrista do Muse, eles tinham várias luzes na lentes que ficavam em movimento.

E não poderia ficar de fora dois causos de vergonha alheia e comédia, a cada agudo cheio de falsete feito pelo vocalista do Panic! At The Disco remetia a memória afetiva do brasileiro a funkeira Mc Melody, de tão zoado que estava. Já Dinho Ouro Preto não recebendo o feed back da plateia quando perguntou qual era a melhor banda de rock do Brasil foi de “rachar o bico“. Ele esperou a galera dizer que era a Legião Urbana, ele teve que ouvir qualquer nome menos o almejado sendo obrigado a dar a resposta certa.

Revelações

Essa parte ficou a cargo de H.E.R no palco mundo e a banda brasileira Nervosa no palco Sunset. As duas representam vertentes diferentes, H.E.R é uma menina de 22 anos de idade que toca R&B e mostrou que tem um futuro enorme pela frente em um repertório que homenageou Lauryn Hill e Michael Jackson. Já Nervosa é um power trio brasileiro composto só por mulheres que toca thrash metal. Não são novatas, já tem uma rodagem de turnês em outros países, mas pra quem não está ligado no underground do metal foi uma grata e poderosa surpresa o show das meninas.

Confira o show completo disponibilizado no canal do youtube da banda.

Grandes nomes estreando no Rock In Rio e no país

Chuck Billy vocalista do Testament esteve no dia do metal e foi muito celebrado. O vocalista é uma das grandes figuras do metal mundial por conta do trabalho de sua banda. Ele participou do show do Torture Squad ao lado da excelente Claustrofobia no palco Sunset. Assim que subiu ao palco para cantar as músicas do Testament o show se transformou em algo ainda mais grandioso Fazendo a união destes três se tornar um dos melhores momentos do Rock In Rio.

Outras duas bandas tiveram sua estreia no palco do Rock In Rio e no país pela semana. O Weezer como falamos na matéria sobre o dia 28 de setembro, fez um show muito interessante para um grupo que não é popular no Brasil embalados ao disco de covers que lançaram no início do ano que contêm faixas do A-Ha, Black Sabbath e Toto que estes sim tem uma gama de fãs incontestável, vide a performance do A-Ha no mesmo mega evento no ano de 2017. Já o Tenacious D ao contar com a ajuda de Bass Groovador fizeram uma estreia divertida e impactante.

King Crimson pode ter sido a primeira banda de progressivo a tocar na história do Rock In Rio e foi um momento diria até bíblico. Eles tocaram apenas oito músicas sendo a primeira um solo de bateria que durou uns 5 minutos e na sequência começam aos poucos os outros músicos a entrar para executar Neurotica e Red de discos não tão reverenciados pelo público comum. Infelizmente no meio de um line-up voltado para o pop mainstream, os veteranos fizeram um dos melhores shows do festival inteiro, mas que poucos pararam para ver, pelo menos na cidade do rock. Meticulosos e com três baterias posicionadas à frente do resto da banda, fizeram uma apresentação hipnótica para quem se entregou aos tempos quebrados, métricas inquietas e solos de guitarra que surgem sem aviso prévio e se vão com a mesma improbabilidade.

A cantora norte-americana P!nk, que estreava no festival, deixou seu nome na história do evento. Com um show memorável, a apresentação de P!nk contou com uma performance teatral e acrobática. O setlist estava recheado de sucessos que emocionaram a plateia e alçaram a artista ao estrelato.

Fora os hits, durante toda a apresentação, ela colocou o dedo na ferida e falou sobre temas como feminismo, diversidade sexual, autoestima e causas sociais. Assuntos retratados em toda sua discografia. Além disso, a headliner da noite interagiu muito com o público, correu pela corredor que divide as pistas do Rock in Rio, conversou olho no olho com um fã, que exprimido na grade, contou como a música da artista o inspira a vencer os obstáculos do dia a dia. Não bastasse todo esse show de carisma e simpatia, Pink literalmente voou sobre a plateia do Rock in Rio. A cantora estava presa a cabos de aço que a suspenderam até uma das torres de iluminação . Tudo isso sem perder a potência vocal que a caracterizou ao longo da carreira.

Michael “Jakko” Jakszyk, que usa um guitarra que tem desenhada a capa do álbum In The Court Of The Crimson King, mostrou todo seu talento e poder vocal. Da formação original apenas o guitarrista Robert Fripp está presente esmerilhando em solos fantásticos comandando a todos. A maior parte do repertório contou com músicas do álbum aqui citado, os momentos mais épicos ficaram por conta da execução de Epitaph e a catarse 21th Century Schizoid Man, essas cantadas e celebradas pelo público presente.

Melhores shows

CPM22 e Raimundos na dinâmica interessante entre os dois grupos foi o melhor show nacional do evento ao lado da surpreendente Nervosa. Para os shows internacionais da para destacar os headliners de cada dia, mas principalmente os que figuraram o dia do metal.

Iron Maiden fez um verdadeiro show-videogame inigualável. Contaram com um mega palco cheio de referência as músicas e bem teatral, nível broadway. A turnê atual, “Legacy of the beast” é acompanhada de quadrinhos e de um game com o mesmo título – o que explica o visual no palco cheio de alegorias e Bruce Dickson, deu uma aula de como se apresentar ao vivo, cantando e atuando, incorporando vários heróis de guerra. Difícil de acreditar que ele se curou de um câncer na língua não muito tempo atrás.

As músicas são baseadas em fatos históricos, em Where Eagles Dare abordam as batalhas nos Alpes; The Clansman que conta as lutas de independência da Escócia; Flight of Icarus na lendária história de Ícaro; e ainda Aces High, inspirada nas batalhas aéreas entre britânicos e alemães na Segunda Guerra. Essa última trouxe ao palco uma réplica do Spitfire, o caça britânico da Royal Air Force. Um momento épico que será lembrado para todo sempre no festival.

O já mencionado show do Slayer foi brutalmente pesado e emocionante. Uma hora de puro headbang, clássico atrás de clássico e porrada nos ouvidos. Banda e público deram um show e houve uma conexão muito forte deste que é pra ser o último show da banda em terreno tupiniquim.

Outra banda do big four que não fez feio foi o Anthrax. Sempre com uma qualidade quase impecável em seus shows ao vivos, escolheram a intro Cowboys From Hell para iniciar o show, mandando ver com Caught In A Mosh e dali pra frente foi uma troca imediata de energia com o público, muito em função da carisma absurda do vocalista Joey Belladonna.

Um Rock In Rio para deixar todos os metaleiros satisfeitos e realizados.

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