Review: Korn – The Nothing

Por Cleo Mendes

Eles estão de volta com seu 13º álbum de estúdio, The Nothing, oferecendo instrumentação forte, vocais intrigantes e letras de cortar o coração.

Cleo Mendes

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Gravadora: Roadrunner Records
Data de lançamento: 13/09/2019

Desde o lançamento do seu álbum auto intitulado, em 1994, o Korn experimentou altos e baixos momentos em sua carreira. Ao longo desses 25 anos, os pioneiros do nu-metal continuaram sendo um dos atos mais populares no mainstream da música pesada. Agora, eles estão de volta com seu 13º álbum de estúdio, The Nothing, oferecendo instrumentação forte, vocais intrigantes e letras de cortar o coração.

Desde o retorno do guitarrista Brian “Head” Welch, houve uma tremenda revitalização no som da banda. Sem perder o som guiado pelo groove, marca registrada da banda, o Korn aumentou o uso da melodia, trazendo uma vibração adicional ao seu material. O novo álbum está cheio dessas qualidades, proporcionando uma mistura de fluxos agressivos e auras ameaçadoras. Juntamente com as letras mais pessoais e emocionais de Jonathan Davis, o novo trabalho é um ponto fora da curva e distoa dos recentes álbuns da banda

A faixa Cold atinge um ótimo meio termo entre pesado e cativante, que é uma qualidade ouvida ao longo do álbum. The Nothing oferece cortes que mantêm o ouvinte em um ritmo envolvente e os colocam em um espaço emocional; às vezes as duas atmosferas se entrelaçam. The Ringmaster é um ótimo exemplo dessa fusão, tocando em um ritmo agressivo e injetando melancolia junta ao coro. Em termos vocais, Jonathan Davis traz uma forte apresentação, como evidenciado em Gravity of Discomfort, onde suas variadas mudanças de inflexão não são apenas divertidas, mas oferecem um toque de ansiedade à faixa.

Após a trágica morte da esposa de Davis, no ano passado, as letras do cantor são catárticas e introspectivas. A mágoa e a emoção são evidentes em The Darkness Is Revealing quando ele canta: “Como alguém começa a se curar? / A escuridão é reveladora / A realidade agridoce, de que esta é a ajuda que eu preciso“.

Em suma, o álbum é um esforço forte, mas faixas como o primeiro single You’ll Never Find Me e Finally Free, por exemplo, parecem um pouco genéricas, não oferecendo nenhuma novidade em relação à instrumentação. Fora isso, a faixa de interlúdio The Seduction of Indulgence é algo fora do contexto e realmente não contribui para a progressão do álbum.

No final, The Nothing é um momento sólido na grande discografia da banda. Há momentos incrivelmente emocionais ao longo do álbum, realmente motivando a raiva e a tristeza da música. Algumas músicas não têm profundidade e não tocam tão bem quanto outras, mas, em geral, o álbum continua sendo uma experiência emocionalmente potente que os fãs de Korn, os recentes e os de longa data, vão gostar.

Nota final: 7/10

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