Review: Spread Eagle – Subway To The Stars

Por Lucas Santos

O espinha dorsal do quarteto continua na banda, Ray West (vocalista), RobDe Luca (baixista e vocalista) agora tem a companhia (desde 2012) de Ziv Shalev (guitarra) e Rik De Luca (baterista) e o grupo novaiorquino ganha uma sobrevida de mais de um quarto de século de recomeçar algo que ficou inacabado no passado.

Lucas Santos

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Gravadora: Avalon Label
Data de lançamento: 9/08/2019

Assim como o Roxy Blue, que teve o seu último álbum recém analisado aqui, o Spread Eagle lançou o seu álbum de estréia no início dos anos 90, diferente do Roxy, eles ainda lançaram um segundo álbum Open To The Public (1993) mas acabaram encerrando as atividades logo em sequência. Voltaram a fazer shows em meados de 2005 e após 26 anos terminaram o que é o seu terceiro trabalho, Subway To The Stars. Eai, será que embarcar nesse metrô vale a pena?

O espinha dorsal do quarteto continua na banda, Ray West (vocalista), Rob De Luca (baixista e vocalista) agora tem a companhia (desde 2012) de Ziv Shalev (guitarra) e Rik De Luca (baterista) e o grupo novaiorquino ganha uma sobrevida de mais de um quarto de século de recomeçar algo que ficou inacabado no passado.

O início não é muito empolgante, a faixa título inicial e 29th Of February são bem genéricas mas tem pouco brilho. Sound Of Speed começa a deixar as coisas mais animadas com um trabalho muito bem desenvolvido das guitarras e um refrão pegajoso. Dead Air é uma faixa mais arrastada e tem solos de guitarras memoráveis. Grand Scam talvez seja a mais poderosa do álbum. Aqui eles chutam a porta com toda vontade e arrebentam qualquer possibilidade de dúvidas sobre energia e vitalidade.

More Wolf than Lamb é uma faixa de destaque e começa com um groove bem pesado. Essa música exige que seja tocada alto … e quanto mais alto, melhor. Little Serpentina, tem um estilo alternativo dos anos 90, ela se encaixaria perfeitamente em qualquer coisa que era popular quando o movimento grunge dominou a terra. Definitivamente, dá uma sensação diferente ao álbum e funciona como um escape entre as faixas mais pesadas. Antisocial Butterfly tem um ritmo mais Beatles durante a segunda metade do refrão, que adiciona outro sabor a um álbum que já mostra muita diversidade.

Gutter Rhymes for Valentine’s leva você em outra direção, com sua sensação quase pop que tende ao rock britânico. Isso mostra uma banda que não tem medo em arriscar, e não ficar apenas no hard rock “feijão com arroz” … destacando suas influências e mostrando o quão bem eles podem fazer.

Finalmente, terminamos com Solitaire, uma ótima música acústica que é perfeita para aquelas noites ao redor do fogo cantando junto com seus amigos enquanto tomam umas cervejas geladas. Ray West mostra vocais mais limpos e suaves. Uma balada perfeita pra fechar uma viagem bem agradável durante 11 ótimas faixas. Algumas músicas poderiam ser mais encorpadas, como a dupla inicial e Cut Through.

De qualquer forma é corajoso de qualquer banda voltar depois de tanto tempo. Ainda existem aquelas pessoas que adoram o Spread Eagle depois de todas essas décadas e existe uma grande possibilidade de eles ganharem mais fãs após esse lançamento. Subway To The Stars é sólido, cheio de nuances e referências diversas, eles não tem medo de arriscar e nem de errar. Alguns escorregões deixam que os 45 min de audição possa ser um pouco demais, mas o sentimento final é de total satisfação. Hora de embarcar no trem. O destino, não sabemos, mas garanto que a viagem vai ser muito proveitosa.

Nota final: 7,5/10

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