Review: Volbeat – Rewind, Replay, Rebound

Por Cleo Mendes

Nesse álbum encontramos os dinamarqueses escrevendo algumas de suas canções mais acessíveis e cativantes até hoje, enquanto misturam algumas surpresas para adicionar variedades, incluindo convidados, que falaremos em breve, e algumas sonoridades mais oldschool.

Cleo Mendes

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Gravadora: Universal Music
Date de lançamento: 2/08/2019

Rewind, Replay, Rebound é o sétimo álbum de estúdio da banda dinamarquesa Volbeat, e o primeiro com o baixista Kaspar Boye Larsen. Combinando riffs pesados ​​com uma vibe rockabilly, a banda tornou-se um dos artistas de maior sucesso do hard rock na última década, com uma série de singles de sucesso e com os seus dois últimos álbuns quebrando o Top 10 na Billboard 200.

Nesse álbum encontramos os dinamarqueses escrevendo algumas de suas canções mais acessíveis e cativantes até hoje, enquanto misturam algumas surpresas para adicionar variedades, incluindo convidados, que falaremos em breve, e algumas sonoridades mais oldschool. Com letras intrigantes e ganchos memoráveis ​​continua com faixas como Last Day Under The Sun, a primeira música do álbum, foi influenciada por um livro de Johnny Cash que Poulsen leu, onde Cash tinha estado tão deprimido com drogas e álcool que ele entrou em uma caverna para deitar e morrer apenas para acordar sentindo que ele recebeu uma segunda chance. A música é bastante cativante mas apenas isso.

Como álbum definitivamente se inclina mais rock do que metal eles trocam as engrenagens em When We Were Kids, uma vez que relembram a inocência e os tempos ingênuos de nossa juventude; achar que viveríamos para sempre. A música e os vocais estão no ponto de levar você de volta no tempo.

O traço mais distintivo do Volbeat pra mim sempre foi a voz do vocalista Michael Poulsen, que canaliza Elvis em Pelvis on Fire com muita atitude e ousadia. Algumas outras faixas que se destacam para mim são Pelvis On Fire, um dos singles, onde os vocais de Poulsen parecem levar a música ao extremo quando ele gagueja “Ba, ba, ba, ba, baby!“. Sorry Sack Of Bones tem um bom trabalho de bateria mas depois da segunda vez fica chata e repetitiva. Cheapside Sloggers apresenta Gary Holt das bandas Exodus e Slayer, e traz um riff de guitarra simples e divertido que conversa muito bem com a bateria.

Mais notavelmente o influxo de talentos adicionais pode ser ouvido na faixa, Die To Live, uma das mais originais do álbum, que conta com o vocalista convidado Neil Fallon, de Clutch, juntamente com Raynier Jacob Jacildo no piano e Doug Corocran no saxofone. A música explode imediatamente a toda velocidade como uma força motriz direta que certamente se encaixa no estilo de Fallon. O saxofone e o piano adicionam um toque de boogie rock and roll antigo que parece ser uma arte perdida. Aqui tenho que admitir que eles acertaram em cheio.

Apesar de todas as qualidades citadas até momento, existem dois grandes problemas, citei as faixas em que as mudanças foram agradáveis e bem aceitas, mas no resto, carecemos de uma indentidade, só sabemos que é o Volbeat pela inconfundível voz de Poulsen. O outro é a duração do álbum; 56 minutos é muita coisa ainda mais quando algumas músicas não entregam o esperando, e ainda mais, a edição deluxe tem mais 8 faixas não inclusas na edição original, fora os demos disponibilizados, há mesmo a nescessidade de tanto material de uma vez?

Rewind, Replay, Rebound tenta em vários aspectos se diferenciar de trabalhos passados do Volbeat. Não espere algo tão pesado quanto Seal the Deal & Let’s Boogie (2016), mas abra a sua cabeça para sonoridades diferentes que foram adicionadas numa tentativa de sair da zona de conforto e criar sons opostos e mais acessíveis.

Nota final: 7/10

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