Review: Oh, Sleeper – Bloodied / Unbowed

Por Lucas Santos

O fato de tantos riffs no álbum serem bons, quase encobre a discrepância, mas praticamente toda vez que não temos a banda no ápice sonoro, movendo ao mesmo tempo e com rapidez, soa como um vazio oco de espaço.

Lucas Santos

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Gravadora: Solid State Records
Data de Lançamento: 12/07/2019

Oh, Sleeper é uma banda de metalcore cristã de Ft. Worth, Texas. Seu nome é uma referência ao livro de Efésios 5:14 que diz: “Desperta, ó dorminhoco, e ressuscita dentre os mortos, e Cristo te iluminará.” Apesar de estarem desde 2006 na ativa, eu nunca tinha parado para escutar um álbum da banda na íntegra. Bloodied / Unbowed é o quarto álbum de estúdio e encontramos aqui uma banda totalmente reformulada.

Por mais de seis anos, eles estiveram em hiato. Ocasionalmente, se apresentando em eventos e concertos de um ou dois dias. Eles voltaram com uma turnê pelos Estados Unidos para promover o seu primeiro álbum desde 2011. As mudanças os deixaram como um trio: Micah Kinard segue sendo o pricipal membro e responsável por todas as letras do novo trabalho. Shane Blay tocou, além da guitarra, as partes do baixo em estúdio – ambos são membros originais desde 2006 – e Zac Mayfield que completa na bateria – membro desde 2010.

Em termos menos claros, Bloodied / Unbowed soa extremamente vazio na maior parte do tempo. Não há truques de estúdio aqui; o álbum foi claramente escrito com um desempenho ao vivo em mente. E embora podemos apreciar grandes riffs de Blay, é difícil apreciar completamente as passagens das guitarras. Elas não estão completamente ausentes, mas há uma interação mínima entre segmentos e passagens de ritmo que é atribuído e notado em quase 99% das faixas. O fato de tantos riffs no álbum serem bons, quase encobre a discrepância, mas praticamente toda vez que não temos a banda no ápice sonoro, movendo ao mesmo tempo e com rapidez, soa como um vazio oco de espaço.

O primeiro ato do disco é o mais agradável, uma infinidade de batidas de bateria, guitarras imponentes e gritos frenéticos fortalecem as três primeiras faixas. Optando por uma abordagem simplificada, Let It Wave, Decimation & Burial e Fissure não inovam, mas transmitem uma combinação potente de peso e melodia, agressivo e dinâmico.

Depois da ótima trinca inicial, o álbum esbarra nos primeiros escorregões e carece de identidade, tentando algumas inovações mas trombando em uma falta de continuidade, deixando o meio do caminho bem morno e nada excitante. A dupla característica de Two Ships e The Island oferece desvios e expectativas do grupo em menos de dez minutos, a segunda até acerta em alguns momentos, mostrando uma bela forma de construção e antecipação sonora, porém a primeira simplesmente não funciona. A partir daqui, temos escolhas bem questionáveis. Apesar de Kinard soar incrivelmente potente e agressivo, e o restante do grupo manter um nível respeitoso, a repetição e a falta de criatividade fazem com que o último ato seja bem esquecível.

É impossível não notar o vazio deixado pelas guitarras em partes importantes, e é bem difícil não se incomodar com certas escolhas que não tiveram o efeito desejado. O álbum começa em um level muito superior e sofre uma queda brusca até o fundo do poço.

No fim, falta uma certa constância em Bloodied / Unbowed. Talvez pelo fato deles estarem voltando depois de muito tempo, ou talvez algumas mudanças propostas não funcionaram da melhor forma. É certamente um álbum divertido e pode entreter quem o escutar, mas passa longe de ser memorável e é até desapontante, devido ao hype que se foi criado antes do lançamento.

Nota final: 6/10

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