Review: Obey The Brave – Balance

Por Lucas Santos

Balance é o quarto, e talvez, o menos pesado que a banda já colocou seu nome; o tornando assim, um dos seus trabalhos mais interessantes.

Lucas Santos

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Gravadora: Impericon Records
Data de Lançamento: 19/07/2019

Um dos inovadores do deathcore, Alex Erian, da banda Despised Icon, é uma promessa em qualquer projeto. Obey The Brave é mais um deles, porém a credibilidade de Erian, aqui, está fora de questão, o que lhe permite arriscar e relaxar num meio termo entre brutalidade e algo que se aproxima do pós-hardcore. Balance é o quarto, e talvez, o menos pesado que o grupo canadense já colocou seu nome; o tornando assim, um dos seus trabalhos mais interessantes.

O número de abertura The Downfall of Us All começa em um riff pop-punk reaproveitado, mostrando que a banda se aproxima de uma idéia semelhante em uma direção diferente. Reality Check tem elementos inseridos de Thrash Metal sem perder a essência do metalcore,as misturas se transformam em uma das melhores musicas do álbum: direta, dinâmica e com um riff marcante. Someone Signals começa com um riff que me recorda algo parecido com a faixa Vice Grip de Ire (2016) do Parkway Drive. Ela é agressiva e tem uma ótima parte melódica nos refrões e na guitarra oitava. The Tide começa com uma passagem mais direta e segue um padrão mais punk rock, tanto nas guitarras quanto na bateria de Stevie Morotti.

As influências no álbum são nitidamente perceptíveis, além de Parkway Drive, Hatebreed, a nova fórmula que o Beartooth encontrou de mixar o som pesado com algo mais receptível à grande audiência, se fazem presentes, e são muito bem implementados. E mesmo tendo a sensação do que esperar em cada faixa elas são uma audição prazerosa. A mais alta energia é implantada em todos os atos. Mas como tudo não é perfeito, e aproveitando o ganço da última frase, tenho que apontar os defeitos de Balance.

Eles são simples, mas tomam uma boa parte da audição, ainda mais após algumas em sequência. Meus problemas com o álbum são simples: 90% das canções seguem uma mesma estrutura: começam num ritmo frenético, desaceleram, dai os refrões são sempre cantados em coro. Característica do estilo, sim, mas é desnecessário repetir em quase todas as nove faixas que compõe o álbum. Mostra, inevitavelmente, uma preguiça dos membros e algo que parece ter sido feito às pressas. Um pouco mais de empenho em certas partes teriam feito as coisas soarem mais dinâmicas e frescas e menos repetitivas.

Porém, o resultado final é positivo. Tem a mistura perfeita de pesado e elegante, nunca abalando o ouvinte, mas mantendo-os no limite mesmo assim. Longe de ser inovador, Balance faz jús à sua expectativa, entregando um álbum divertido, curto, direto e com um discreto progresso reconhecido na banda. Uma audição agradável, interessante e que vale a pena.

Nota final: 7/10

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