Review: Diviner – Realms Of Time

Gravadora: Ulterium Records
Data de Lançamento: 07/06/2019

Bela ilustração de capa. O logo da banda poderia ser um pouco menor.

A melhor parte de revisar álbuns de metal, é descobrir que existe metal de qualidade em todo canto do mundo. Alguns fãs se prendem aos países mais tradicionais (USA, Alemanha, UK etc..) mas o fato é que, com a disseminação do gênero e as novas tecnologias, possiblitam esse intercâmbio e uma ampla divulgação de materiais de países menos tradicionais do estilo.

Nesse caso, Diviner, vem da Grécia. O seu debut Fallen Empires (2015) alcançou certo sucesso pela a uniformidade e a energia empregada pela banda. Avançando para 2019, o lançamento Realms of Time, também irá agradar aos fãs do power metal com seus ganchos cativantes e refrões memoráveis. A formação atual consiste do vocalista Yiannis Papanikolaou, dos guitarristas George Maroulees e Kostas Fitos, do baixista Herc Booze e do baterista Fragiskos Samoilis. Enquanto a banda claramente se inspira em influências de clássicos atemporais como Judas Priest e Dio, há uma sensibilidade moderna em suas músicas que contribui para o impacto sonoro e estético do álbum. Papanikolaou é um vocalista formidável, com excelente alcance vocal. Apesar disso, com o passar do tempo, sua voz pode começar a incomodar. Aconteceu comigo, acho que é só questão de costume nesse caso.

A trinca inicial Against The Grain, Heaven Falls e Set Me Free é arrebatadora, infelizmente, as próximas quatro faixas são padronizadas ao estilo, mas deixam o nível cair consideravelmente, demosntrando uma clara falta de criatividade (?) ou preguiça(?). Existem alguns solos de guitarra competentes e uma troca vocal interessante em King of Masquerade por exemplo, mas esses destaques fazem pouco para elevar as músicas acima da mediocridade. Os vocais em segundo plano em The Voice From Within, juntamente com uma forte guitarra, ajudam a trazer a banda de volta aos trilhos.

A faixa Stargate mostra a gama dinâmica do cantor Popanikolaou e levanta questões sobre por que a banda não usa essa receita com mais frequência. O violão e a percussão lenta ganham volume e força lentamente, e o refrão é original, flertando com o doom metal, é um excelente fim de álbum.

Ao longo das (diversas) audições que tive sempre fiquei com a sensação de que faltasse algo. Botava o álbum pra rolar na expectativa de que dessa vez seria diferente, e que seria cativado de alguma forma, mas quando terminava ficava com uma sensação de vazio. Eu tentei, mas a falta de uma música mais memorável faz falta no fim.

Realms of Time é um sólido segundo trabalho da banda grega, melhor que o primeiro, mas que acaba sofrendo com a falta de consistência. Ele começa no máximo mas acaba escorregando durante o percusso. Algumas das músicas são cheias de paixão, inovação e talento musical, enquanto outras ficam para trás parecendo apenas preenchimento ao longo do álbum. No geral, a abordagem musical direta do Diviner os torna acessíveis para a maioria dos fãs de heavy metal e power metal. Em álbuns futuros, a banda poderia trabalhar em fornecer mais variação em suas composições.

Nota final: 6,5/10

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