Review: Pectora – Untaken

Com uma mistura sonora que apanha referências do NWoBHM de Maiden a Priest. com elementos do Thrash americano, passeando por Metallica e Anthrax, o Pectora cria um som muito peculiar, trazendo o que de melhor esses estilos têm a oferecer.

Lucas Santos

Gravadora: Mighty Music
Data de lançamento:
03/05/2019

Ao analisar o álbum de estréia da banda dinamarquesa, fiquei com receio de escutar mais um daqueles grupos que tentam fazer algo único, mas acabam com um som genérico e nada criativo. Me alegra muito em dizer que esse não foi o caso. Com uma mistura sonora que apanha referências do NWoBHM de Maiden a Priest, com elementos do Thrash americano, passeando por Metallica e Anthrax, o Pectora cria um som muito peculiar, trazendo o que de melhor esses estilos têm a oferecer.

A faixa The Fare por exemplo, tem uma pegada mais Metallica nos tempos de Load, porém no meio do caminho somos surpreendidos por uma melodia de solos de guitarras conjuntas, algo que a donzela de ferro sempre fez com maestria. Collide lembra algo do Hellowen misturado com alguma outra banda de Power Metal. Haunted Memory é mais cadênciada, e faz referências brutais a carreira de Dio. Running Out of Days traz elementos mais modernos do Metal, com muito peso nas guitarras e riffs mais sombrios. Além do elemento surpresa, somos levados a uma viagem que nos faz visitar todas as épocas do Heavy Metal.

Tudo é muito bem executado. Jutando a belíssima produção, e os músicos, que são incrivelmente talentosos, levando um leque de técnicas, riffs e melodias que cativam ao longo do disco. Com a música mais curta tendo 4:44, cada faixa nos transporta para um, dois, até mesmo três períodos musicais diferentes. Muito bem encaixados, e fazendo sentido o tempo todo.

O cara do meio não parece o Zakk Wylde?

Um dos poucos pontos negativos a se levantar de Untaken e do Pectora em geral, é a voz do vocalista Kenneth Jacobsen. Podemos concordar que é uma voz ok, porém, se comparado com a qualidade instrumental, técnica e composição do restante da banda, sentimos uma inferioridade bem gritante. Não sei ao certo o quanto Jacobsen influencia nas composições e melodias, mas vejo o Pectora alcançando voos maiores se houvesse uma substituição por alguém com uma voz mais característica do estilo. Ele vai bem nos momentos mais graves, lembrando muito James Hetfield, mas quando tenta algo mais agudo ou mais melódico, fica devendo.

Untaken é um excelente álbum de estréia do quinteto dinamarquês. Eles conseguiram mesclar todas as influências em um som diferente e muito divertido. Um grande álbum de Heavy Metal clássico, podemos dizer assim, e uma grande banda pra se ter no radar, tanto em festivais quanto em lançamentos futuros.

Nota final: 8/10

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