Review: Amon Amarth – Beserker

Para os mais intímos, Mjolner, Hammer of Thor, Raven’s Flight e The Beserker at Stamford Bridge são a personificação de faixas que consagraram a banda Sueca: peso, ótima instrumentação e melodias cativantes.

Lucas Santos

Gravadora: Metal Blade Records
Lançamento: 03/05/2019

Voce poderia imaginar uma capa diferente dessa?

Analisar um lançamento de uma banda que é tida como a mais influente dentro do seu estilo, é muito difícil. Amon Amarth é uma das mais importantes, se não, a mais importante da história do Death Metal melódico. Um longo caminho percorrido desde 1992, e lançamentos como With Oden on Our Side e Twilight of the Thunder Gods os tornaram soberanos, e um ponto de referência, misturando belas melodias de Death Metal com o gênero preferido do Metal: Vikings. Beserker é o seu décimo primeiro trabalho de estúdio. E o que podemos esperar dele?

Logo na primeira faixa Fafner’s Gold somos surpreendidos com um introdução acústica, legal, algo diferente, que encaixa muito bem no andamento da música. Shield Wall, a minha favorita, é uma faixa muito divertida com um refrão marcante. Já imagino sendo tocada em shows com a platéia botando os punhos pra cima e cantando junto. Into the Dark também tenta trazer algo diferente, uma introdução de piano, que segue acompanhando por boa parte da faixa, as guitarras e bateria mais cadenciadas. Uma boa faixa pra fechar o álbum.

Para os mais intímos, Mjolner, Hammer of Thor, Raven’s Flight e The Beserker at Stamford Bridge são a personificação do som que consagrou a banda Sueca: peso, ótima instrumentação e melodias cativantes.

No geral, percebemos que o Amon tenta trazer alguns elementos novos para sua sonoridade, mas muito, muito sutilmente. Acontece que esses elementos são pouco explorados. Eles funcionam muito bem quando adicionados a sonoridade característica, por isso senti falta de mais ousadia no contexto total. Por que não trazer essas mudanças em uma escala maior? Uma banda dessa magnitude, tem o direito de arriscar, e se der errado? Paciência, tenta denovo, não precisam mostrar nada para ninguém. Podiam se aventurar mais. Se Beserker for um ponto de mudança, e o próximo material for uma evolução do tal, pode ser algo mais memorável.

Um álbum vai trazer uma mescla de sentimentos. Se alguém acha que depois de 20 anos, a banda é capaz de trazer algo que destoe da sua sonoridade de origem, pode até ter momentos de surpresa, mas no geral, vai se decepcionar. Porém para aqueles que apenas buscam um material novo, com os mesmo temas, mesmos timbres, e o velho jeito Amon Amarth de fazer música, esse álbum é um prato cheio. Um “quase” mais do mesmo, de muita qualidade.

Vikings!

Nota final: 7/10

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