Review: The Damned Things – High Crimes

Por Roani Rock

Se supergrupo fosse a definição de perfeição esse álbum jamais teria sido lançado! Apesar dos caras parecerem ter se divertido criando as canções fica no ar a pergunta se os membros da banda tinham alguma pretensão comercial.

Roani Rock

Gravadora: Nuclear Blast
Data de Lançamento: 26/04/2019

Quando se escuta a definição super grupo já é ligado, quase que como um sinônimo, a grandiosidade. Grupos como Journey, Chikenfoot, Velvet Revolver, Black Country Communion e tantos outros já mostraram que a formula de pegar membros de grandes bandas ou artistas solo consagrados para criar um projeto é, além de lucrativo, possível de trazer uma contribuição positiva para o cenário musical.

Mas tem grupos que não vingam, que fazem um projeto sem sal, genérico e pouco inspirador. Aconteceu isso com a banda Tinted Windows que tinha o vocalista Taylor Hanson – sim, daquele trio de garotos loiros -, James Ilha do Smashing Pumpkins, o batera do Cheap Trick e o baixista do Fountains of Wayne. E aconteceu também com a banda tema desse review, a The Damned Things.

A ideia do The Damned Things, segundo seus integrantes, é apenas se divertir. “Normalmente, quando bandas de carreira dizem que fizeram um álbum por diversão, na verdade, não fizeram – porém, nós fizemos. Talvez seja por isso que essa banda não tenha uma carreira? Enfim, estamos orgulhosos disso”, afirmou Joe Trohman em uma entrevista.

Além de Joe Trohman o grupo é constituído por Andy Hurley também membro do Fall Out Boy, Scott Ian e Rob Caggiano do Anthrax, Keith Buckley e Josh Newton do Every Time I Die. Eles procuram trazer uma sonoridade que já dá para considerar antiquada e pouco original o que não ajudou no novo álbum.

Talvez seja interessante saber como se deu a união desses caras porque imaginar os o Fall Out Boy na mesma mesa que membros do Anthrax é no mínimo esquisito. Até por conta disso, músicas como Storm Charmer. The Fire Is Cold, Young Hearts não conseguem de cara te convencer e soam meio que a qualquer nota.

O vocal de Keith Buckley chega a ser em alguns momentos forçados, você não sente a emoção que músicas como Let Me Be e Invencible. Na verdade, a banda inteira soa meio fantasiosa, a mistura do pop punk com o Heavy Metal não deu liga. Talvez ao vivo até soem um pouco mais reais, mas no formato estúdio, não rolou. Keep Crawling é o único ponto alto do álbum onde o talento dos músicos e sua técnica ficam em maior evidência. Enquanto Something Good poderia ser colocada na privada para ser dada a descarga.

Nota Final: 3/10

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