Review: Battle Beast – No More Hollywood Endings

Espero que não seja o seu final Hollywoodiano mas que sim um ponto de virada para sons mais característicos…

Gravadora: Nuclear Blast
Data de Lançamento: 22/03/2019

Capa bem hollywoodiana

O sexteto de Helsinque, a primeira vista, parece ser mais uma das milhares bandas de Power Metal que possuem uma vocalista mulher e que tem um som genérico, porém, Battle Beast é mais do que isso. Após o seu estrondosos lançamentos Steel em 2011 e Battle Beast em 2013 a banda ganhou olhos com todo o mérito pelo excelente material divulgado em conjunto com a incrível voz e atitude da cantora Noora Louhimo. Mais de 8 anos se passaram, houveram mudanças em busca de uma sonoridade mais “Radio-Friendly” e em 22 de março de 2019 foi lançado o quinto trabalho de estúdio No More Hollywood Endings.

O álbum parece ter a mesma abordagem e aumentar ainda mais o fator acessibilidade e, embora hajam partes decentes, o pacote geral é uma mistura de exagero com o potencial significativo não atendido. Tudo começa muito bem com Unbroken, uma faixa direta e muito bem executada, porém logo depois tudo começa a ficar meio confuso. As sinfônicas e as batidas de clube cansadas e usadas em demasia infectam os elementos que deveriam se sobressair, fazendo com que sua presença seja sentida, mas nunca apreciada. As guitarras que são muito bem executadas por Joona Björkroth e Juuso Soinio muitas vezes ficam em segundo plano por causa das batidas techno e surtos sinfônicos, isto faz com que as músicas soem excessivamente processadas e enjoativas.

A sequência Unfairy Tale, Endless Summer, Piece of Me e I Wish são grande exemplos de excesso sem sentido que tiram a atenção da performance musical dos instrumentos principais como um todo, e nos faz pensar que a voz de Noora merecia mais. Talvez se a banda tivesse apostado mais em músicas como World on Fire, uma belíssima faixa de power metal e My Last Dream, que tem uma pegada oitentista e hard rock, a experiência ao longo das 13 faixas seria muito mais prazerosa.

Mudar não é ruim, mas nesse caso a mudança veio junta de um excesso e da falta de personalidade que atrapalham o experimento. No More Hollywood Endings é certamente bom mas esquecível com o tempo, fica-se desapontado porque sabe-se do potencial que a banda tem, e que vai muito além de um álbum ok. Espero que não seja o seu final Hollywoodiano mas que sim um ponto de virada para sons mais característicos e que todo o seu talento esteja 100% em um futuro lançamento. Há quem goste mas, a volta para um som mais raíz que encontramos nos dois primeiros lançamentos ainda é a melhor opção para uma reconquista da originalidade musical.

Nota final: 5/10

Escrito por Lucas Santos

De Beatles à Tech Death.. nada passa despercebido.

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